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Por
que a Bíblia evangélica tem menos livros
que a católica? Em sua opinião estes livros
a mais não eram necessários?
Os livros a mais existentes na bíblia
da Igreja Católica Romana são necessários
sim, pois nos oferecem informações históricas
muito importantes de uma época que antecedeu
a vinda de Jesus Cristo. Entretanto, eles
não têm a mesma autoridade espiritual
que os livros canônicos.
No Antigo Testamento da Bíblia Católica
encontramos 7 livros a mais do que na
bíblia usada pelos demais cristãos: Tobias,
Judite, 1º. Macabeus, 2º. Macabeus, Sabedoria,
Baruc, e Abdias. Já o Novo Testamento
é igual, sem tirar e nem por.
Sempre houve discussão se estes livros,
também conhecidos como Apócrifos, foram
ou não são inspirados por Deus, e se eles
devem ser ou não parte das Escrituras
Sagradas. Todos eles, no entanto, são
livros trazidos da herança judaica e dizem
respeito a história do Povo de Deus no
período do Antigo Testamento.
Antes do nascimento de Jesus, encontramos
dois grupos de judeus: (1) os judeus que
moravam na Palestina e não consideravam
estes livros como sagrados (Canônicos);
(2) e os judeus que viviam espalhados
em outras partes do mundo (Dispersão)
e que consideravam estes livros em mesmo
pé de igualdade aos demais.
Os Reformadores Protestantes do século
XVI ao estudarem as escrituras reafirmaram
a grande importância histórica dos livros
apócrifos, mas não passaram a considerá-los
sagrados. Assim, na Bíblia utilizada pelos
cristãos não católicos, sempre teve 39
livros no Antigo Testamento. São os mesmos
livros que os Judeus contemporâneos também
consideram sagrados.
Após a Reforma Protestante, a Igreja Católica
Romana promoveu a contra Reforma e realizou
o concílio Trento, o qual, em 1548, passou
a reconhecer quase todos os Livros Apócrifos
como canônicos.
Apesar desta divergência, todos os Cristãos
(Católicos ou não) têm em comum o Novo
Testamento, ou seja, "os óculos" pelo
qual todo o Antigo Testamento deve ser
interpretado. Isso, em tese, deveria permitir
uma visão mais comum entre as duas linhas
teológicas.
Pastor Adrien
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